Terminou na manhã deste domingo, após quase 12 horas, a rebelião iniciada por volta das 19:30h de ontem (sábado, 21) na Casa da Cidadania, estabelecimento para internação de menores infratores em Vilhena. Um socioeducador que trabalha no local chegou a ser agredido por um dos adolescentes amotinados, recebeu atendimento no Hospital Regional e já foi liberado.

Durante o motim, policiais militares chegaram a entrar no local, mas a promotora de justiça Yara Travalon pediu a saída deles, sob alegação de que poderia haver confronto físico. Tão logo os PMs deixaram a unidade, novos atos de vandalismo começaram.

Sem reivindicações claras, os garotos praticamente destruíram as instalações da Casa. Bombeiros foram acionados porque os garotos atearam fogo a colchões, após “detonar” o refeitório e as celas.

A PM negociava, mas se mantinha, até a manhã deste domingo, 21, do lado de fora do estabelecimento. Após uma reunião de promotores, representantes da Justiça e direção da unidade, o Grupo de Operações Especiais (GOE) da PM foi autorizado a agir.

Usando armas não letais, os policiais dominaram os garotos e tomaram as armas artesanais que estavam em poder deles. O agente que atua no local disse ao FOLHA DO SUL ON LINE, sem se identificar, que os líderes da rebelião podem ser transferidos para outras cidades.