A morte do ex-secretário de Obras de Pimenteiras do Oeste continua sem solução até o momento. Clodoaldo Muiz foi encontrado morto com um tiro, no dia 07 de agosto, na Linha 11, zona rural do município ribeirinho. A primeira impressão parecia se tratar de um suicídio, mas os familiares, amigos, peritos e a polícia acreditam cada vez mais na versão de que o ex-secretário tenha sido assassinado.

No dia 14 de agosto, sete dias após o crime, o site entrevistou o delegado que está a frente do caso, Giuliano Ricardo Lopes (FOTO), da Polícia Civil de Cerejeiras. A autoridade afirmou que a hipótese de assassinato fazia muito mais sentido que a de suicídio. Lopes explicou ainda, na entrevista, que o corpo de Clodoaldo foi encontrado ao lado de uma espingarda calibre 32. O ex-secretário tinha um ferimento de tiro na cabeça, na parte de trás, na nuca, próximo à orelha direita, segundo laudos periciais. Ainda de acordo com o delegado cerejeirense, a análise dos projéteis comprovaram que os grãos de chumbo encontrados na cabeça da vítima conferem com os da espingarda que estava no local do crime. As provas também indicam que foi disparado um único tiro, confirma Giuliano Lopes.

Em resumo, a entrevista dada pelo delegado no dia 07 de agosto mostra que um tiro na nuca, como foi o caso, dificilmente seria disparado pela própria vítima. Ou seja, tratou-se de uma provável execução.

Na semana passada, o FOLHA DO SUL ON LINE falou novamente com o titular da Polícia Civil em Cerejeiras. O delegado afirmou que o caso estava em investigação e que ele via avanço no andamento da questão. Ainda segundo o Guiliano Lopes, as investigações já caminhavam no sentido de que o caso será mesmo de assassinato e as apurações da equipe policial já estavam na pista de informações que levasse ao suspeito, uma vez que, sendo homicídio, há alguém responsável pelo crime.

Ainda segundo o que disse o delegado Giuliano Lopes na semana passada, o caso deverá ser solucionado, uma vez que este foi o único crime de homicídio (seguindo a hipótese de assassinato) que não tinha sido resolvido pela Polícia Civil de Cerejeiras (ainda). “Em um ano que estou aqui, conseguimos solucionar todos os casos de homicídio que investigamos, só este que ainda não”, disse o delegado à reportagem, confiante de que este seria esclarecido também.

Nesta semana, na quarta-feira, 28, o correspondente do site voltou a procurar o delegado Guiliano Lopes na delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras para dar aos leitores mais informações sobre o caso, uma vez que se trata de uma vítima que era conhecida e que já exerceu cargo público. Procurado, o delegado cerejeirense afirmou que só falará sobre o caso na semana que vem.

Entretanto, pelo que a reportagem conseguiu apurar, as circunstâncias da morte de Clodoaldo Muniz ainda não foi esclarecida até o momento.

O repórter Rildo Costa vai continuar buscando informações a respeito deste caso e informaremos aos nossos leitores qualquer avanço neste sentido.