Durou 9 horas e teve resultado surpreendente o julgamento, realizado ontem no Fórum de Vilhena, dos acusados de envolvimento na morte do mototaxista Edson Novais de Almeida, de 36 anos. O crime aconteceu em 2011 e a vítima foi executada com um tiro na nuca, nas proximidades na antiga estrada de Colorado, na saída da cidade.
Pouco tempo após o homicídio, a polícia prendeu o comerciante Antônio Roberto dos Santos, o “Tonho Boiadeiro”, que teria encomendado a morte porque o mototaxista o delatara como traficante. Paulo César Alves dos Santos e Danilo Junior Nazaré dos Santos foram apontados como os executores do assassinato e o primeiro se apresentou à polícia um mês após a morte, ficando preso desde então. Danilo continua foragido, e teve seu julgamento suspenso.
Ontem, após o embate entre advogados, defensor público e promotores, os jurados absolveram um dos réus e condenaram outro, em votações apertadas. Por 4 votos a 3, o suposto mandante foi absolvido, enquanto o rapaz acusado de fazer o disparo fatal foi condenado a 14 anos e meio de prisão pelo mesmo placar. O que saiu livre do júri foi representado, no julgamento, pelo defensor público George Barreto.
Os advogados João Paulo das Virgens e Cícero Dantas, que defenderam Paulo César, disseram ao FOLHA DO SUL ON LINE que vão recorrer da condenação e revelaram ter achado estranho o placar. “Quem tinha rixa com a vítima era o outro acusado. Meu cliente sequer conhecia o mototaxista”, disse João Paulo das Virgens.
Na imagem que ilustra esta reportagem aparecem o mandante, em destaque e, no detalhe, Paulo César (acima) e o foragido Danilo, na foto inferior.