Dinheiro de convênios foi usado ilegalmente
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso a mais uma denúncia do Ministério Público Federal contra secretários municipais de Vilhena acusados de desviar recursos públicos provenientes de convênios com a União. Foram acusados de praticar crimes no curso dos desvios os então secretários de Saúde, Vivaldo Carneiro Gomes (titular) e Clair Oliveira Cunha (adjunto); o titular da Fazenda na época, Severino Miguel de Barros Júnior; Gustavo Valmordia (Integração Governamental); e Bruno Pietrobon (Chefe de Gabinete).
Na peça de acusação do MPF, os três secretários são acusados de usar recursos de convênios federais na área de saúde para custear despesas diversas, muitas delas sem comprovação de interesse público ou mesmo com documentos que atestassem o destino do dinheiro. Posteriormente, as verbas eram devolvidas. Porém, houve situações em que o próprio município arcou com os rendimentos (juros) que deveriam ser pagos pelos bancos.
Entre as alegações para a utilização indevida do dinheiro, os acusados alegaram que ele serviria para quitar salários. O MPF, no entanto, acredita que as operações se destinavam a dificultar o rastreamento dos recursos, inclusive pela falta de documentos que comprovassem sua destinação.
A Procuradoria também constatou, com documentos, que os convênios foram fraudados para remunerar servidores contratados desobedecendo recomendação do Tribunal de Contas do Estado, que apontava gastos excessivos com pessoal em 2012. O prefeito Zé Rover (PP), inclusive, foi denunciado por inchar o quadro de servidores, possivelmente visando se beneficiar no mesmo ano em que disputou sua reeleição. A denúncia contra o mandatário vilhenense foi protocolada no TJ, em virtude de seu foro privilegiado, pelo procurador de justiça (membro do MPE que atua junto à Corte).