Dirceu participou de acareação com delegado federal
O empresário Dirceu Hoffmann, que na manhã desta terça-feira, 12, foi submetido a uma acareação com o delegado da Polícia Federal, Flori Júnior, voltou a negar que tivesse sido ameaçado pelos advogados Carlos e Bruno Pietrobon. A audiência na qual os dois ficaram frente a frente ainda prossegue na Vara Federal de Vilhena, e a expectativa é que as oitivas de testemunhas do processo que apura um esquema de corrupção na prefeitura entre pela tarde afora.
Ao ser questionado sobre as ameaças, que embasou as ordens de prisão decretadas contra pai e filho, Hoffmann repetiu o que já havia dito em depoimento ao próprio Flori: diretamente, os Pietrobon não o pressionaram, mas conhecidos seus teriam feito ameaças veladas. Segundo ele, as pessoas o abordavam em casa, na empresa e até na rua, pedindo-lhe para “tomar cuidado”.
Diante destas abordagens, o empresário teria confessado o temor por sua segurança, bem como da família, por se tratar, segundo o depoimento, de “pessoas perigosas”.
Ainda não se sabe qual será a influência da negativa na decisão do juiz federal Rafael Ângelo Slomp, que está presidindo a audiência. Neste momento, está sendo ouvido o ex-secretário de Coordenação Governamental, Gustavo Valmorbida, condenado na semana passada a 76 anos de prisão. Além dele, o ex-assessor de Bruno Pietrobon, Nicolau Júnior e o ex-secretário de Saúde, Vivaldo Carneiro, serão ouvidos no mesmo processo.