“Na pandemia alertamos principalmente os idosos para que só viajem se for situação de urgência”
 
 Devido ao decreto estadual que obriga as empresas de ônibus a reduzir em 50% o número de passageiros por viagens, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE procurou a agência da Eucatur de Vilhena, para saber como está sendo realizado o transporte gratuito que beneficia idosos, deficientes físicos, militares em serviço e estudantes de baixa renda que tenham entre 15 e 29 anos, que estejam devidamente cadastrados no programa ID Jovens do Governo Federal.
 
De acordo com José Francisco Alves da Silva, encarregado da agência em Vilhena, o serviço de transporte gratuito também sofreu diminuição de 50%, sendo transportado por viagem, apenas uma pessoa de cada categoria beneficiada e as reservas devem ser solicitadas com no mínimo 15 dias de antecedência.
 
No entanto, uma situação recorrente que vem dificultando o atendimento aos beneficiários, são as desistências não avisadas, que impossibilita o atendimento daqueles que de fato necessitam viajar por problemas de saúde.
 
José, que afirmou estar realizando um levantamento do número de desistências ocorrido no município diariamente por conta própria para encaminhar para a administração estadual, a fim de que sejam criadas estratégias para amenizar o problema, mostrou para à reportagem do site os dados referentes aos últimos dias, quando foram registradas 27 desistências não avisadas, sendo algumas, de passageiros recorrentes.
 
Como provado por José, não há dificuldade nas reservas ou inexistência de vagas, o que há, são pessoas que agendam e desistem sem avisar, tirando a vaga de outras que aguardam e poderiam ser encaixadas caso o passageiro que reservou comunicasse com pelo menos três horas de antecedência.
 
“Na pandemia alertamos principalmente os idosos para que só viajem se for situação de urgência, porém, não podemos negar a passagem caso queira apenas passear, como é a situação da maioria que atendemos. No entanto, se a desistência fosse comunicada, poderíamos encaixar outro passageiro que as vezes precisa realizar tratamento de saúde e não consegue vaga”, afirmou José.
 
A situação, além de prejudicar os demais beneficiados do programa de gratuidade, se reflete também no passageiro pagante, que as vezes precisa esperar horas nos terminais rodoviários por falta de vagas nos ônibus, uma vez que a passagem reservada não pode ser vendida caso o titular não comunique sua desistência.
 
Dentre as categorias que são amparadas pelo benefício, o maior índice de desistência no município, que de acordo com o número de viagens, pode transportar mais de 10 passageiros de forma gratuita por dia, estão os idosos, seguidos pelos jovens estudantes.