Educador que critica presidente atual fazia a mesma coisa contra Lula e Dilma
“Meu voto será muito consciente, por isso preciso dessa informação (vital) para tomar a minha decisão:
. Coronel Rildo, você apoia o governo Bolsonaro?
. Eduardo Japonês, você apoia o governo Bolsonaro?
. Miguel Câmara, você apoia o governo Bolsonaro?
. Paulinho da Argamazon, você apoia o governo Bolsonaro?
. Rosani Donadon, você apoia o governo Bolsonaro?
Espero que os candidatos (a) à prefeitura de Vilhena não tenham vergonha de expor suas convicções.
O povo tem direito de saber o que os aguarda na administração municipal.
Com a palavra, os candidatos....”
A postagem acima foi feita pelo professor universitário Marcus Fiori, em seu perfil no Facebook. Crítico contumaz do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o educador, que também desferia “pancadas” contundentes contra o PT, quando o partido estava no poder, deixa claro que esse é o critério que vai usar para definir seu voto.
Numa cidade que deu mais de 80 de seus votos ao presidente no segundo turno, nenhum candidato a prefeito “colocou” sua imagem na do “mito”. Em tese, a estratégia poderia atrair um número maior de eleitores.
No fundo, quase todos os postulantes ao Palácio dos Perecis podem alegar alguma ligação, ainda que indireta, com o atual presidente: Rosani Donadon é do PSC, legenda aliada; Japonês, do PV, tem em seu palanque o servidor “Adriano Vilhenense”, bolsonarista-raiz, mas também é apoiado informalmente pela maioria dos petistas locais; Paulinho da Argamazon (Republicanos) tem idéias alinhadas com as o presidente; Rildo Flores, do podemos, é militar e tem como vice um médico bolsonarista; o professor Miguel Câmara, do PSB, é o único que não tem afinidade ideológica com o líder brasileiro, mas também não fala mal dele.
Símbolo do bolsonarismo em Vilhena, o empresário Jaime Bagattoli, que quase levou uma das cadeiras de senador em 2018, surfando na onda conservadora, foi esculhambado pelo prefeito em vídeo que viralizou em Rondônia, mas ainda não disse quem apóia.
“Se todos os candidatos se declararem bolsonaristas, passo a defender intransigentemente o voto nulo ou branco”, disse o professor ao FOLHA DO SUL ON LINE.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 13 de Outubro de 2020, às 13:56