A Construtora Giriolli não colocou nenhum prego sequer na parte das dependências da Escola Ensina-me a Viver, estabelecimento que atende alunos especiais, desde que entregou parte do prédio para a Prefeitura, no início do mês passado.
A única mudança que aconteceu na obra foi a retirada da placa alusiva ao empreendimento. Ela estava cravada no chão há tanto tempo que a madeira acabou apodrecendo e a peça veio abaixo com o vento. O pavilhão principal do colégio continua inconcluso, e a única coisa que foi feita é a pintura parcial da estrutura, e a instalação de um tapume separando a obra da parte do estabelecimento que está sendo usada para atender 83 crianças e adolescentes com necessidades especiais. Segundo funcionários do colégio, o serviço parou assim que o pavilhão dos fundos, refeitório e cozinha foram entregues em abril.
O estranho nisso tudo é a complacência com que a Prefeitura trata o assunto, pois as obras começaram há quatro anos e tinham prazo de entrega de 180 dias. Também não dá para entender porque o Ministério Público, que nas últimas semanas radicalizou na cobrança de ações da municipalidade, está assistindo de camarote a epopéia sem mover uma palha para obrigar a empresa ou a Prefeitura a tomar providências.
Apesar de tudo, as ações do colégio estão transcorrendo de forma melhor que na sede antiga, totalmente inadequada para o fim a que se destinava. Tanto que na última sexta-feira a escola foi palco de emocionante festa alusiva ao Dia das Mães, assunto que será tema de matéria a ser publicada na FOLHA DO SUL ON LINE neste final de semana.