Discussões sobre manifestação descambam para teses ideológicas
O FOLHA DO SUL ON LINE, que abriu espaço para os líderes do movimento responsável pela ocupação do campus do IFRO em Vilhena, recebeu hoje o telefonema de uma aluna que é contrária à manifestação.
A garota, que cursa edificações na instituição federal, relatou a tensão na escola na manhã desta sexta-feira, 21. Segundo a estudante, metade dos alunos quer assistir as aulas e a outra metade comanda a paralisação dos professores.
O protesto dos alunos é contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 que, na visão deles, congela investimentos no ensino federal e pode levar inclusive à desativação das unidades do IFRO, além de atingir também universidades.
A garota que fez o desabafo e insiste no retorno às aulas também se disse contra a PEC, mas argumentou: “Alguém acha que o Congresso Nacional vai deixar de aprovar isso por causa de uma manifestação no interior de Rondônia?”
Enquanto os professores apóiam o protesto, pois serão afetados em seus salários e mesmo na carreira, pais de alunos são contrários, por temerem o atraso na conclusão do ano letivo.
E, como toda discussão atual no Brasil, a divisão das posições dos próprios estudantes também encontra eco na sociedade. Geralmente guiados por suas próprias posições ideológicas, quem é contra diz que a ocupação é “coisa de comunista!”, enquanto os que apóiam acham que a garotada está lutando por seus próprios direitos.