Informalmente, Vilhena inteira vem discutindo os motivos para a crescente e violenta onda de crimes que assola a cidade. Nos últimos dias, vários estabelecimentos comerciais foram atacados por homens armados, que agem sempre em dupla e utilizando motos.
Além dos roubos a mão armada, que muitas vezes são registrados em plena luz do dia, também estão se tornando corriqueiras as execuções. Só nesta semana, dois homens foram assassinados em situações distintas, porém, com o mesmo toque de crueldade: um levou 37 facadas e o outro morreu sentado, alvejado por vários disparos.
Leitores do FOLHA DO SUL ON LINE apontam pelo menos dois motivos práticos para a escalada da criminalidade, embora existam outros fatores que também agravam o problema: o sistema de videomonitoramento, supostamente deficiente; e a instalação de um presídio na cidade, o que teria atraído para Vilhena outros marginais, amigos dos que cumprem pena na unidade.
Para os que adotam o primeiro raciocínio, as câmeras de segurança instaladas sob a supervisão da PM para combater o crime acabam por estimular as ações de marginais, já que demonstram sua ineficiência. “A maioria das imagens que identificam os envolvidos são do próprio comércio e não as da polícia”, argumenta o leitor.
Já quem aponta o Centro de Ressocialização Cone Sul, complexo penitenciário que fica nos arredores da cidade, como causa da “bandidagem”, lembra que a instituição acaba atraindo outros marginais. “Eles vêm para onde estão os amigos cumprindo pena e começam a tocar o terror na cidade”, avalia outro internauta.
De qualquer forma, nenhuma das duas manifestações está escorada em dados científicos. Elas servem, no entanto, para mostrar que a violência desenfreada acaba por fazer surgir teorias assustadoras, que mesmo sem base estatística, agitam a já apavorada população.