Informações veiculadas em sites da capital dão conta de que a mesma Operação Platéias, da Polícia Federal, desencadeada hoje em Rondônia, que conduziu coercitivamente para prestar depoimento o governador reeleito Confúcio Moura (PMDB), também mira o ex-senador Expedito Júnior (PSDB).
Em declaração à imprensa de Porto Velho, o jornalista vilhenense Júlio Olivar, também levado para prestar esclarecimentos na PF, disse ter sido questionado sobre o contrato de vigilância das escolas estaduais. Secretário de Educação por um ano, o comunicador teria liberado o pagamento das empresas que executam o serviço.
Entre as firmas que atuam na vigilância escolar está a Rocha, que seria ligada a familiares de Expedito. A PF, disse Olivar aos jornalistas, quis saber qual era a ligação do tucano com a firma. Existe a suspeita de que a empresa vencia licitações em conluio com outras concorrentes.
A Rocha Vigilância teve o contrato cancelado por Confúcio quando Expedito anunciou que iria enfrentá-lo na disputa pelo governo. O valor anual pago à empresa era de R$ 57 milhões.
O site está tentando contato com o ex-senador, por telefone. Ele não chegou a ser abordado ou ouvido pela PF. Tão logo ele seja localizado, o site veiculará sua versão sobre o caso.