Engana-se quem pensa que o salto orçamentário da prefeitura de Vilhena com relação ao ano passado vai corresponder a mais ações executadas pelo município com recursos próprios. De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo FOLHA DO SUL ON LINE junto a assessores do primeiro escalão da administração Rover, haverá contenção de gastos. Na verdade, o salto de mais de 60% aconteceu em virtude da inclusão de verbas de vulto referentes a convênios com o governo federal, como o saneamento básico. Em termos de recursos próprios houve redução de verbas.
A previsão orçamentária aprovada na semana passada projeta a aplicação de pouco mais de 288 milhões de reais no próximo ano. O orçamento em execução em 2014 atingiu pouco mais de R$ 172 milhões. No entanto, dentro do montante, a fatia que se refere a recursos oriundos de arrecadação própria é de pouco mais de 96 milhões.
Este valor é dividido em várias destinações, começando pela folha de pagamento, que consome mais de 26 milhões. Saúde e Educação levam mais de quarenta milhões, reduzindo significativamente a soma. Mais ou menos quinze milhões são rateados para outros setores, restando R$ 12 milhões que acabam consumidos com despesas de manutenção da administração. Segundo informações da equipe de Rover, o valor destinado ao custeio da máquina pública vem caindo ano a ano. Em 2013, por exemplo, foram mais de 18 milhões, contra doze previstos para o próximo ano.
Para equilibrar as finanças será preciso reduzir despesas. Ontem foi informado que o enxugamento visa economizar pelo menos seis milhões de reais, dado confirmado nesta terça-feira pelo prefeito Zé Rover.