O Pedreiro Claudemir Mendes de Souza, de 25 anos, e sua esposa, Regimara Oliveira dos Santos, de 29, passaram por momentos de tensão e angustia na madrugada desta sexta-feira, 03, quando três homens armados com facas invadiram a residência do casal na Avenida 1511 do Cristo Rei sob ameaças de matá-los, sequestraram o bebe do casal, uma criança de apenas dois meses.
A reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE conversou com a pai da criança na Delegacia de Polícia Civil e ouviu de Claudemir que tudo foi armado por sua cunhada, Geisla Patrícia da Silva Souza, de 21 anos, irmã de Regimara. “É uma pessoa que comia e dormia lá em casa”, disse o pedreiro se referindo à confiança que a cunhada gozava junto ao casal.
Claudemir contou que por volta das 02h30 da madrugada alguém bateu na porta da casa do casal e se identificou como sendo o irmão de Regimara. “Como ele trabalha viajando, não tem hora para chegar e geralmente ele vai lá pra casa, achamos que realmente fosse ele”, disse Claudemir.
O pedreiro contou que quando a esposa abriu a porta o homem empurrou com força a porta e outros dois o seguiram residência à dentro, todos armados com facas renderam o casal e exigiram que o casal entregasse o bebe de dois meses, caso contrário eles matariam todos.
Temendo que o trio cumprisse as ameaças o casal entregou a criança e os homens foram embora de bicicleta. Tão logo o trio saiu, os pais entraram em contato com a polícia que rapidamente atenderam o chamado. “Todas as viaturas que patrulhavam a cidade foram mobilizadas para atender este caso”, disse um dos policiais envolvidos na ação.
Menos de meia hora depois do chamado, uma guarnição abordou um taxi na Avenida Melvin Jones, nas proximidades da Base Comunitária da PM. No interior do veículo, uma mulher segurava um bebê.
Regimara foi levada até o local e reconheceu o filho. Ela também reconheceu a mulher e informou aos policiais que se tratava de sua irmã, Geisla.
O policial militar, que preferiu não se identificar, disse que a mulher se recusou a informar aonde havia pegado o bebê. No entanto, o taxista levou os policiais ao endereço onde pegou a passageira. Uma residência na Avenida 1503, ele disse ainda que a levaria para o Hotel Rodoviária.
No endereço, a polícia prendeu Aparecida dos Santos, de 33 anos. Cida, como é conhecida, foi reconhecida pelo casal como sendo a mulher que esteve na casa do casal, na tarde interior ao sequestro, se passando por conselheira tutelar. A hipótese é que ela tenha ido sondar a residência para a ação da madrugada.
Na residência foram encontradas ainda as facas usadas na ação. Uma das facas foi reconhecida por Regimara. Diante dos fatos, Cida confessou participação e apontou Geisla como mentora do crime. Ela ainda afirmou que a mentora do sequestro pagaria a cada um, o valor de R$ 1 mil.
Com a prisão de Cida, a polícia chegou aos homens que foram a casa a roubaram a criança. Dirceu Lemes Nascimento, de 28 anos; Dionildo Martins da Silva, de 18, e um adolescente de 17 anos, C.O.N., todos estão sendo ouvidos neste instante na DPC.
O pai da criança contou a reportagem que cunhada, que foi criada separada da irmã, teria se separado do marido no mês de agosto de 2012, e dito ao companheiro na ocasião, que estaria grávida. “Ela veio (ela mora em Chupinguaia) para Vilhena no mês passado dizendo que vinha ganhar bebê, ficou lá em casa uns dias, e depois foi para a casa da tia, mas o bebê nunca nasceu”, disse o cunhado.
Para Claudemir, a gravidez nunca esteve grávida, tudo não teria passado de uma farsa para tentar reatar o relacionamento com o marido. “Ela sempre pedia nosso filho, dizia que nós já tínhamos um, e ela não”, lembrou Claudemir, e disse mais: “Algumas vezes ela disse que se nós não déssemos nosso filho para ela, ela pegaria de qualquer jeito, mas nunca pensei que ela falasse sério”, contou o pedreiro.
A ação rápida da polícia prendeu os envolvidos e devolveu o bebê aos braços da mãe.