Os pais da estudante Janine Silveira, de 16 anos, ridicularizada em vídeo postado na internet esta semana, anunciaram que vão processar os responsáveis pela brincadeira. A garota, que estuda na escola Álvares de Azevedo, em Vilhena, foi vítima de  “Cyberbulliyng”, prática que se tornou verdadeira febre entre adolescentes e que consiste em humilhar pessoas através da web. Antes de abrir o processo, a primeira providência já foi tomada: um Boletim de Ocorrência Policial sobre o caso foi lavrado na manhã de hoje na DPC local.

A agressão a Janine partiu de um grupo de alunos da mesma escola onde ela estuda. Tentando fazer humor, os meninos produziram uma espécie de telejornal, usando a foto da estudante, que participou recentemente de uma campanha publicitária. A imagem da adolescente, estampada em veículos da frota municipal, é uma das que retratam os avanços em várias áreas da administração pública local. Usando o banner da campanha, colado num caminhão de limpeza, os “artistas” chegaram a insinuar que a menina era “lixo”.

Os nomes dos autores do trote ainda não foram divulgados, mas uma fonte do WWW.folhadosulonline.com.br explicou que os rapazes queriam fazer humor ao estilo dos comediantes do programa CQC, exibido pela Band. Assim como os humoristas da TV, os “gaiatos” locais escolheram uma personalidade em evidência para “pegar no pé”. Podem pagar caro por isso, já que em vários estados a justiça puniu com pagamento de indenizações esse tipo de ataque. No Rio Grande do Sul, no mês passado, a mãe de um estudante desembolsou R$ 5 mil por causa do filho, que causou constrangimentos a um colega num site de relacionamentos.

Os pais de Janine dizem que não vão deixar barata a brincadeira. Por causa do vídeo, a garota passa por uma crise psicológica. E o tormento dos metidos a engraçados não deve acabar na ação indenizatória a ser proposta pelos pais da vítima. A TV Vilhena, afiliada da Rede Globo, cujo logotipo foi usado no truque, também estuda acionar os adolescentes por uso indevido de imagem.

Por causa do polêmico vídeo, a Alpha Produções, agência que criou a peça, resolveu remover a imagem da menina da campanha institucional. O publicitário Carlos Jorge, diretor da empresa, lamentou que um trabalho que vinha sendo elogiado por todos, tenha sido usado para uma brincadeira de gosto tão duvidoso.