O desejo de vender bicicletas após certo tempo de uso é comum entre muitos vilhenense. Mas, em virtude de a maioria dos donos de bicicletas não possuírem mais a nota fiscal dos veículos, as lojas do ramo deixaram de comprar equipamentos usadas e passaram a adquiri-las somente através de fábrica.

A medida foi tomada por proprietários de biciletarias como forma de evitar futuras complicações. “Antigamente, comprávamos bicicletas usadas, mas quando questionávamos sobre a nota fiscal, os vendedores afirmavam que não possuíam. Foi ai que decidimos parar com essa atividade”, explica Eliane Martins, 28 anos, gerente de uma casa do segmento.

Segundo ela, muitos de seus clientes ofertavam bicicletas com preços elevados comparados aos da fábrica e esse foi outro motivo que levou a parar com o negócio de comprar usados. Hoje, esse tipo de transação não é realizada nem com apresentação da nota fiscal. “Ainda hoje as pessoas nos procuram para vender, pois muitos ainda não sabem dessa medida tomada” afirma.

A maioria das bicicletas usadas era dada como entrada na compra de uma nova. Mas também havia muitos casos de roubos e, sem a nota, era difícil para o lojista saber a procedência do bem adquirido. Apesar da iniciativa das empresas formais, o comércio de peças, normalmente retiradas de “magrelas” furtadas, segue a todo vapor entre os comerciantes informais do ramo.