Diversos partidos políticos da cidade já começaram a discutir internamente uma questão de interesse de todos os vilhenenses: o número de vereadores que o município terá a partir de 2013.

De acordo com a Emenda Constitucional que autorizou os municípios a legislarem sobre o número de assentos em seus parlamentos, cidades com até 80 mil habitantes podem ter um número máximo de 15 vereadores.

Um dos que já começaram a discutir o assunto é o Partido Verde (PV), que na primeira reunião optou por estabelecer o máximo de cadeiras (15) permitido pela lei. Já no PSC, que também andou conversando sobre o tema, a tendência é que se apóie a proposta que fixa em 13 as vagas parlamentares. Era esse o número de edis antes que a Justiça o reduzisse para os atuais 10.

Segundo a vereadora Eliane da Emater (PV), mesmo que se aumente o número de vagas na Câmara, não haverá acréscimo de gastos. Isso porque será mantido o mesmo percentual de repasse que a Prefeitura faz ao Legislativo, hoje fixado em 7% da arrecadação. “Com um número maior de vereadores, a comunidade estará melhor representada”, prega a parlamentar.

Pela Emenda, aprovada no ano passado, os atuais vereadores devem votar ainda este ano tanto o número de cadeiras na Câmara, como o valor dos salários. Hoje, cada vereador vilhenense recebe R$ 4.950,00 (sem os descontos). O último repasse feito pela Prefeitura à Câmara bateu em R$ 372.000,00. Como há vereadores que ganham mais que os colegas, em função de cargos na mesa, a folha de pagamento deles consome menos de R$ 60.000. O restante, mais de R$ 300 mil é gasto com diárias, assessorias e outras despesas, além de tributos e contribuições. Ou seja, dá pra entrar mais cinco e ainda sobra dinheiro.