Na tarde de ontem, uma guarnição da Polícia Militar compareceu em um endereço no bairro Jardim Primavera, em Vilhena, após receber denúncia de que uma garota de 25 anos estava sendo vítima de perseguição praticada pelo ex-marido dela, um homem 31 anos mais velho.
No local, os militares vilhenenses encontraram o suspeito, que depois foi identificado como perito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Nas proximidades dele havia uma sacola contendo uma caixa embrulhada para presente e um buquê de rosas e outras flores.
Segundo o sul mato-grossense, a caixa continha brinquedos destinados ao filho da ex-parceira e cartões-presente, enquanto o buquê seria destinado à própria jovem. O perito relatou que pretendia aproximar-se de sua ex-esposa para comemorar os dois anos do início do relacionamento entre ambos.
Segundo contou, embora a ex considerasse o relacionamento rompido, ele não estava convicto de que a separação era definitiva, pois o casal já tinha terminado e retomado o relacionamento em outras ocasiões, em circunstâncias semelhantes. Relatou, ainda, que se encontrava abalado desde o dia 25 do mês de setembro de 2026, quando teria ocorrido o rompimento.
Já a mulher revelou que havia ocorrido uma discussão recente entre o casal, ocasião em que o ex teria proferido ofensas e demonstrado comportamento possessivo. Desde então, ela passou a evitar contato e conversas com ele. Relatou que, diante do contexto da separação, da insistência do acusado em passar em frente à sua residência e de sua permanência próximo ao portão, passou a temer por sua segurança e a sentir-se perseguida, motivo pelo qual acionou a Polícia Militar.
A denunciante alegou que o conhecimento de que o homem possui arma de fogo contribuiu para seu temor. Durante o atendimento, ela manifestou expressamente o desejo de requerer medidas protetivas de urgência, e deixou isso gravado em vídeo.
Questionado sobre a arma, o policial atravessou a rua e pegou a pistola funcional, registrada em nome do Governo de Mato Grosso do Sul, que estava legalmente em poder dele, trancada dentro de seu carro. Ao analisar-se o histórico de violência do acusado, foi constatado que ele já ameaçou a vítima, mas ela ainda não havia registrado outra ocorrência policial ou formulado pedido de medida protetiva.