Levantamento também mostrou percentagem que recebe contribuições previdenciárias
Um perfil dos presos que cumprem pena no presídio do município. Este é o resultado da pesquisa realizada pelo Conselho da Comunidade na Execução Penal de Cerejeiras (CCEPC).
O levantamento foi realizado em agosto e setembro de 2019 e apresentado para autoridades e para a população no início deste ano. A pesquisa foi elaborada e coordenada pelo pastor luterano Carlos Schneider e pela assistente social Vanessa Freitas, e aplicada pelos estudantes do curso de Serviço Social da Unopar de Cerejeiras. A aplicação dos questionários foi acompanhada por conselheiros do CCEPC.
O estudo revelou dados importantes sobre os presos do município. Segundo a pesquisa, havia 147 detentos na cadeia pública de Cerejeiras na ocasião da aplicação dos questionários (o número se mantém praticamente o mesmo). Destes, oito são mulheres e 139 são homens.
Mais da metade, 61%, cumpre pena em regime fechado e 71,6% deles declararam pertencer a alguma religião: sendo 32% católicos e 31% evangélicos.
Uma enorme proporção dos presos cerejeirenses não possui o ensino fundamental completo: 56,9%. Além deste percentual, 9,2% se dizem completamente analfabetos.
Ao contrário que é geralmente dito nas redes sociais, são muito poucos os presos de Cerejeiras que recebem algum auxílio previdenciário do governo. Segundo a pesquisa, só 10,1% dos detentos, sendo que 89,9% não recebem. Vale lembrar que o Auxílio Reclusão, como é chamado, é pago para as famílias de detentos que estavam contribuindo para a Previdência quando foram presos.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 29 de Abril de 2020, às 09:38