Parlamentar ainda não definiu nova filiação
 
Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE,  o presidente da Câmara de Vereadores de Vilhena, Júnior Donadon, revelou que o PMDB deixou expirar o prazo para contestar, no TRE, sua saída da legenda.
Júnior entrou no Tribunal Regional Eleitoral pedindo para se desfiliar do partido, onde estaria sofrendo discriminação e sendo perseguido. Ele pede para ingressar em outra agremiação sem perder o mandato. Embasa sua ação judicial o fato de a sigla ter anulado a convenção vencida por ele e entregado o comando do diretório local à sua adversária, a própria prima, deputada Rosângela Donadon.
Agora, como não houve interesse de nenhum peemedebista em contestar as acusações do vereador, caberá ao Ministério Público Eleitoral se manifestar no processo. Após isso, a sentença será prolatada, o que deve acontecer já na semana que vem.
Donadon diz que, mesmo que a decisão do TRE lhe seja desfavorável, sua saída da sigla é irrevogável. Ele lembra que, no âmbito interno, já foi deflagrado seu processo de expulsão, procedimento que lhe garante a preservação do mandato na Câmara de Vilhena.
Ao comentar o caso, Júnior, que tem até o dia 1º de outubro para definir sua nova filiação, não revelou que rumo pretende tomar. Mas não poupou críticas à deputada, que agora comanda o PMDB em Vilhena: “Ela recompensou a cúpula do partido, votando para sepultar a CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa. Mas também foi recompensada, pois ganhou vários cargos no governo estadual, e tem preenchido essas vagas sem qualquer critério técnico”.