1 mil vilhenenses estão filiados nos dois partidos, no total, revelando baixa adesão política dos eleitores locais aos partidos
Petistas de Vilhena casam mais, são mais jovens e têm mais diplomas de nível superior que os filiados ao PL na cidade. Por outro lado, os defensores do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro se filiaram mais recentemente à legenda, têm em sua composição mais mulheres e são em maior número que seus principais adversários nas eleições. Os dados são fruto da análise do FOLHA DO SUL ONLINE com base nas informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disponíveis em seu portal de dados abertos na internet, atualizados até novembro deste ano.
Atualmente, dos pouco menos de 70 mil eleitores, há somente 10.870 vilhenenses filiados a algum partido na cidade. Deste 501 estão filiados ao Partido Liberal (PL) e outros 497 ao Partido dos Trabalhadores (PT), que protagonizam em Vilhena e em todo país uma das maiores rivalidades políticas da história política brasileira. A reportagem comparou o perfil dos moradores locais que estão filiados aos dois partidos.
Na divisão por gênero, os membros do PL são majoritariamente masculinos (55,49%), da mesma forma que o PT (58,95%). O destaque deste quesito é a participação proporcional de mais mulheres (44,51%) no partido de Bolsonaro do que no de Lula (41,05%). Buscando posicionamento como maior defensor da inserção feminina no cenário decisório, o PT fica atrás nos números locais nesta disputa.
O recorte por tempo de filiação, mostra que a maior parte dos petistas está na sigla há mais de 10 anos (91,1%), mostrando que os quadros antigos da agremiação são ainda a grande fonte de apoiadores diretos do PT local. No PL, por sua vez, o cenário é diferente: 43,71% têm até 5 anos de filiação, os com 5 a 10 anos são 6,19% e aqueles que são “pê-elistas” há mais de 10 anos são 50,1%. A construção recente do partido na cidade, com a ascensão de Bolsonaro, fica demonstrada nestes números.
Em uma comparação de escolaridade, o PT tem, proporcionalmente, mais filiados com diploma de nível superior completo do que o PL. Os petistas graduados são 27,36% do total da sigla, enquanto o PL tem 22,36% de filiados com nível superior. Uma das prováveis explicações envolve a ampla discussão dos dois grupos sobre as universidades brasileiras, dividindo opiniões sobre a quantidade de benesses ou prejuízos que causam.
A análise da faixa etária mostra que aqueles que são defensores do partido de Lula, em Vilhena, têm mais idade que os filiados ao partido de Bolsonaro. Enquanto o PL tem 26,35% de membros com até 44 anos, o PT tem apenas 22,93%. Os dados combinam com o perfil mais alinhado às redes sociais e tecnologias modernas dos bolsonaristas, em contraste com comportamento mais “analógico” de boa parte dos petistas.
Ao considerar o âmbito da vida familiar, os números são praticamente idênticos, no entanto, os filiados ao PT casam mais, visto que atualmente 50,91% de seus membros são casados, contra 49,50% dos que integram o PL. As quantidades proporcionais de viúvos, divorciados, separados e solteiros é quase idêntica também, com variações de menos de 1% de um para o outro.
Autor:
Herbert Weil (Fotos: PL e PT/Divulgação)
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 02 de Janeiro de 2025, às 09:10