Casa de suspeitos foi queimada após eles serem levados para a DPC
O que antes era apenas especulação, agora está se mostrando realidade através de conversas vazadas dos presídios, além de prisões e apreensões fora deles. Nos áudios que circulam pelos grupos de Whatsapp, alguns revelam uma possível guerra entre facções criminosas em Vilhena. Entre os principais grupos estão o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital.
Na manhã desta quinta-feira, 20, a Polícia Militar foi acionada, após a direção do presídio Cone Sul constatar uma movimentação suspeita no entorno do complexo. Uma motocicleta preta, com placa de Candeias do Jamari, estava caída sob a vegetação nas proximidades da unidade prisional. Dois suspeitos foram localizados próximos ao veículo. Rafael Moura Santos e André Bonruk de Souza estavam de posse de várias facas, lâminas de serra, celulares, carregadores para celular, pacotes de fumo e até um isqueiro.
Diante das suspeitas de que o material seria despejado de alguma forma dentro do presídio, a Polícia Militar fez então uma revista pessoal no endereço mencionado pelos suspeitos como sendo residência dos dois, que fica na rua 740 N°2492, bairro Cristo Rei.
Já na residência, foram localizados 35 “parangas” de entorpecentes, um revólver calibre 38 com numeração raspada, além vários outros objetos, como, cordões e anéis, relógios, celulares e munições.
Os suspeitos e alguns menores que estavam na casa receberam voz de prisão e apreensão e foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Vilhena. O fato curioso foi que, após a saída da polícia com os agentes detidos e conduzidos, alguém foi até a casa e ateou fogo contra o imóvel. Os bombeiros estiveram no local evitando que as chamas se propagassem pelas residências vizinhas, porém a casa dos suspeitos foi totalmente destruída. Ainda não se sabe quem ou porque a casa foi queimada, mas o fato é no mínimo curioso.
Os suspeitos afirmaram fazer parte do Comando Vermelho e foram colocados à disposição da justiça.
Especula-se que esta guerra entre facções do crime organizado, que já teria rendido um massacre recente num presídio de Porto Velho, pode provocar outra chacina em Vilhena.