Em época de campanhas eleitorais, uma ameaça recorrente apavora alguns membros da  classe política vilhenense: a revelação de casos de homossexualismo entre a categoria. A maioria dos apontados como gays acaba escapando da acusação apelando para um truque tão antigo quanto a própria maledicência: atribuir a “mentira” a adversários.

Mas há pelo menos um conhecido homem público da cidade que corre sério risco de ver revelada sua orientação sexual. Conversas gravadas no MSN por uma terceira pessoa, passando-se pelo parceiro assediado pelo líder político, revelam em detalhes o seu nível de depravação. Imaginando estar revelando fantasias eróticas a um rapaz (gay passivo assumido), o “pai de família” expõe todas as suas preferências ao intruso, que usou a ferramenta de comunicação com o consentimento da “vítima”, de quem é amigo.

Por equanto, já que o receptor das mensagens não pretende tirar proveito delas, as conversas permanecem guardadas a sete chaves. Uma repórter do jornal FOLHA DO SUL, no entanto, teve acesso a trechos do acalorado texto gravado e das imagens capturadas pela web cam. E garante que o material é nitroglicerina pura: “Sinceramente, quem vê o sujeito posar de liderança política não imagina que ele é capaz de dizer frases tão picantes”, revela a comunicadora, que também promete jamais revelar a identidade dos envolvidos no caso.

Embora o homossexualismo não seja crime (exceto quando o ato sexual é praticado com menor de idade), muitos homens e mulheres de Vilhena preferem se manter no armário. Além da “desmoralização” que sofre quem se assume, no caso dos políticos, há uma penalidade adicional: a perda de apoio e de votos, principalmente entre segmentos religiosos e grupos conservadores.

 

 

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