Advogada discutiu que manifestantes que defendiam Rover
Numa sessão que durou quase três horas (metade do tempo consumido pelo advogado de defesa do prefeito Zé Rover), a Câmara de Vilhena manteve o mandatário no cargo. A votação, que inocentou Rover da acusação (feita pela Polícia Federal) de uso irregular de recursos federais na construção do Hospital Infantil e Maternidade, aconteceu na manhã desta quinta-feira, 19.
Seriam necessários sete dos dez votos da Casa, mas o placar foi elástico em favor do prefeito: 6 a 4. Votaram pelo afastamento do alcaide os vereadores Júnior Donadon (sem partido), Valdete Savaris (PPS), Maria José (PDT) e Marta Moreira (PSC). Para absolver, se manifestaram Jairo Peixoto (PP), José Garcia (DEM), Marcos Cabeludo (PHS), Carmozino Taxista (SD), Wanderlei Graebin (SD) e Célio Batista (PP). Os três últimos integraram a CPI instaurada para conduzir a investigação contra Rover.
O discurso mais contundente pelo afastamento do acusado foi feito pelo presidente da Câmara, Júnior Donadon. Numa fala incisiva, ele discordou do relatório, que apontou desvio de finalidade nos recursos da União. Alegou que, independente da devolução do dinheiro, o crime já havia sido configurado.
O público que assistiu a sessão ficou bem abaixo do esperado. Na platéia, a advogada Vera Paixão, que defendia a saída do prefeito, mesmo que temporariamente, para facilitar a apuração dos indícios de irregularidades, discutiu com pessoas que defendiam a permanência do mandatário na função.
A VOTAÇÃO
Cada vereador foi chamado pelo nome a dar seu parecer. Apenas Valdete Savaris fez um breve discurso antes de votar. O restante se manifestou com um lacônico, “a favor” ou “contra” o relatório apresentado pela CPI.