Educadores sugerem reaproveitamento de colégio
 
Um fenômeno recente, que está assustando educadores em Vilhena, simplesmente fechou, este ano, no período noturno, uma das primeiras escolas públicas da cidade. O Marechal Rondon, da rede estadual, anunciou que não vai mais funcionar à noite.
De acordo com um professor da instituição, que preferiu se manter anônimo, a quantidade de alunos este ano só permitiu formar três turmas do ensino médio. “E mesmo assim, era baixo o número de estudantes em cada sala”, conta o educador.
Na contramão do ensino regular, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), está “bombando” em Vilhena. A modalidade seriada oferecida em alguns colégios vem registrando grande procura.
O entrevistado explica a situação: “Muitos alunos com 15 e 16 anos às vezes começam a trabalhar e resolvem largar a escola. Eles acabam optando por completar a maioridade e, assim, ingressar no EJA, que lhes permite completar os três anos do segundo grau em metade do tempo”.
Outra explicação seria o fato de a lei impedir o trabalho de adolescentes. Sem ocupação, e até por imposição dos pais, eles preferem estudar durante o dia.
 
ALTERNATIVAS
 
Além do Marechal, outra escola estadual, a Maria Arlete Toledo, também encerrou as atividades noturnas, por decisão da representação da Seduc em Vilhena. Educadores pretendem apresentar ao governador Confúcio Moura (PMDB) pelo menos duas alternativas para aproveitar os espaços agora ociosos: oferecer cursos profissionalizantes, que ajudariam os jovens a ingressar no mercado de trabalho e cursinhos pré-vestibulares para estudantes carentes.