Durou menos de uma hora o julgamento de Antônio Marcos Ramos Arruda, acusado do homicídio praticado em 2007, na rua 1707 do Setor 17, em Vilhena, e que teve como vítima fatal de um único tiro, Ricardo Gomes da Silva. O irmão de Antônio Marcos, Sidnei Ramos Arruda, já foi condenado por este mesmo crime.

A rapidez do julgamento deu-se pela inconsistência de provas, que fez com que o promotor de justiça Elicia de Almeida e Silva pedisse aos jurados a absolvição do réu.

Assim como o promotor, o defensor público George Barreto Filho pediu a absolvição do réu, mas se demorou mais em sua fala, detalhando por quais motivos requereu ao Tribunal do Júri que declarasse o acusado inocente. O defensor começou explicando que o fato do réu não ter comparecido ao julgamento não implica em culpa. “A máxima ‘fugiu por que é culpado’ não é de todo verdade”, disse e continuou: “Fugiu porque teve medo de ser condenado injustamente”. 

Barreto Filho explicou aos jurados que a acusação contra o réu baseou-se apenas no relato de uma única testemunha, que se contradisse várias vezes ao longo do processo. Ele pôs em xeque até a condenação de Sidnei. “Nem com relação ao outro réu há provas de que foi ele, que nega desde sempre a autoria do crime”, disse Barreto Filho. Ao final, da sua fala, pediu pela absolvição da réu por negativa de autoria.  

O Conselho de Sentença, hoje formado por quatro mulheres e três homens, entendeu não haver provas para condenar o réu e não reconheceu a autoria do crime, absolvendo o réu. 

Na sentença, a juíza de direito Liliane Pegoraro Bilharva revogou o mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de Antônio Marcos.