Falta apenas mais uma AIJE contra Flori para ser julgada em segunda instância
 
Menos de 10 dias após ser absolvido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia, em uma das Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movidas contra ele por adversários na eleição municipal do ano passado, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos) saiu “ileso” de mais um julgamento na Corte concluído na tarde desta quinta-feira, 14 (ENTENDA AQUI).
 
Na ação julgada hoje, em Porto Velho, Flori buscava se livrar da multa aplicada a ele por “conduta vedada” na campanha de 2024. Apesar da punição financeira de R$ 10 mil aplicada em primeira instância, a justiça local entendeu que não havia motivos para cassar o mandado do prefeito vilhenense.
 
Ao analisar os recursos apresentadas por ambas as partes envolvidas na queda de braço judicial (Flori e Raquel Donadon), o TRE não apenas manteve a decisão de primeira instância, que livrou o prefeito, como também “quebrou” a multa de R$ 10 mil. A decisão unânime evita que as denúncias atinjam o bolso e o currículo do líder vilhenense.
 
A ACUSAÇÃO
Os autores da AIJE apontaram, tanto na instância local quanto no TRE, o que consideraram ilegalidades cometidas por Flori na campanha, e que, segundo o entendimento deles, deveriam ser punidas com a perda do cargo.
 
Entre os atos ilegais atribuídos ao prefeito, está um evento na CTR (Cooperativa dos Transportes de Rondônia), em agosto do ano passado. A coligação adversária listou as seguintes condutas para pedir a cassação do mandatário:
 
a) realização de show custeado pelo erário municipal, caracterizando a prática de showmício”; 

b) discurso político-eleitoral realizado pelo candidato Flori Cordeiro e por outras figuras políticas presentes do evento;
 
c) uso da estrutura pública municipal para fornecer bens e serviços no decorrer do evento; 

d) uso do evento para realização de inauguração de obra pública.
 
Ao se manifestar, antes do caso ir a julgamento, Ministério Público Federal se posicionou contra a punição ao prefeito denunciado (CONFIRA AQUI). Com isso, tanto Flori quanto o vice-prefeito, Aparecido Donadoni, denunciado na mesma ação, continuam com seus direitos políticos preservados e aguardam o julgamento da quarta e última AIJE contra os dois.