Se decreto atual não for alterado, PM pode agir amanhã, quando regra entra em vigor
O prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) está, desde a manhã desta terça-feira, 30, conversando com o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), tentando convencê-lo a deixar Vilhena fora do novo decreto estadual que impõe medidas restritivas a vários municípios do Estado, por conta da pandemia de Covid-19.
O gestor estadual resolveu decretar a paralisação de atividades em vários segmentos econômicos, como forma de frear a transmissão do Coronavírus. Como parte da área considerada Macro Região de Cacoal, todos os municípios do Cone Sul serão atingidos pela medida.
Japonês argumenta que não há necessidade de fechar parte do comércio em Vilhena, como determina o decreto estadual, porque a cidade está com apenas 41% dos leitos de UTI ocupados. E o limite para que se determine o fechamento das empresas é de 80% da capacidade destes leitos (ENTENDA AQUI).
Aliás, existe uma polêmica sobre esse critério, já que a lei municipal fala que, para a decretação de Lock Down, é preciso que 80% dos leitos para Covid-19, incluindo os de enfermaria, estejam ocupados. O certo é considerar este percentual apenas para os leitos de UTI com respiradores, mas os vereadores, que deveriam fazer a correção na legislação, adiaram a decisão (CONFIRA AQUI).
COMO FICA?
O prefeito de Vilhena está conversando com o Comitê de Enfrentamento à Pandemia, enquanto aguarda o governador decidir se aceita o pedido para editar um novo decreto, tirando a cidade da lista dos afetados pela medida restritiva.
Caso a solicitação seja negada, a Polícia Militar, responsável pelo cumprimento do decreto estadual, e subordinada diretamente ao governador, pode fechar as empresas que não cumprirem a norma, que entra em vigor a partir de amanhã.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 30 de Junho de 2020, às 20:00