Nino da Funerária insinuou que “campo santo” seria tocado pela iniciativa privada
Em manifestação enviada ao FOLHA DO SUL ON LINE, e contendo depoimento de servidores do Cemitário Municipal, a prefeitura de Vilhena rebateu às declarações do empresário Nino da Funerária, que em entrevista ao site, insinuou que haveria intenção de privatizar o “campo santo”.
Candidato a vereador pelo PSC, Nino teria contrariado, segundo a assessoria da prefeitura, uma determinação judicial, que o proíbe de repetir informações inverídicas sobre o assunto, sob pena de ser multado. No material enviado à redação, os autores do texto classificam como fake news as informações dadas pelo entrevistado (LEMBRE AQUI).
CONFIRA ABAIXO, NA ÍNTEGRA, A RESPOSTA DA PREFEITURA
“A Prefeitura de Vilhena salienta, novamente, que o Cemitério Municipal Cristo Rei não será privatizado. Inclusive, o novo cemitério a ser construído no ano que vem será público, como este é e continuará sendo. O Cemitério Cristo Rei não cobra e não cobrará, nunca, taxa para enterro simples. Da mesma forma o novo cemitério também não cobrará. A menção à esta falsa cobrança é desinformação proposital e induz a população ao erro.
Inclusive o candidato já recebeu ordem da Justiça Eleitoral para não mencionar essa “privatização”, pois é informação falsa. Em um dos trechos, o juiz diz: "Proíbo que o representado Ademilson de Gouveia Silva pratique republicação, notícia e qualquer espécie de vinculação a tal publicação e a qualquer outra de teor semelhante. Multa por ato de descumprimento: R$ 2 mil".
Os servidores do Cemitério Municipal Cristo Rei receberam com surpresa as declarações de Nino ao site. “Isso que o Nino tá colocando aí, a gente corre o risco de ser agredido no cemitério, podem vir atacar a gente pelo que ele disse sem estarmos fazendo nada de errado”, explica o diretor da unidade, ao garantir que não há sequer intenções de privatizar o cemitério, muito menos projeto ou lei que determine isso.
Outro servidor do cemitério, que trabalha no setor administrativo, explica que nenhuma ossada foi retirada de sua cova para liberação de espaço. “Nós nunca mexemos com ossada de ninguém. Inclusive, quando há exumação por determinação judicial a gente só cava até revelar o corpo e quem mexe no corpo é o perito policial, pra fazer algum exame de DNA ou outra coisa. Depois voltamos a terra e só”, conta.
O servidor explica ainda que seria impossível realizar a transferência de ossos, visto que o Cemitério não dispõe de ossuário (espaço próprio para armazenar as ossadas). “Tirar ossos e colocar em outro lugar para liberar espaço nós nunca fizemos, até porque não temos ossuário. Onde iríamos colocar os ossos? O Nino sabe disso. Não sei o que ele quer com essas inverdades. Estamos preocupados com retaliações, porque da outra vez quando ele falou que iria ser cobrado R$ 2,8 mil pelo enterro, veio gente xingar a gente aqui, sendo que isso também é mentira”, completa.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 04 de Novembro de 2020, às 13:04