Sob a perspectiva de mudança expressiva, o partido dos Democratas (DEM) encerra um ano eleitoral não muito positivo, principalmente em âmbito regional. Lideranças tradicionais retornam ou se mantém com projeção nacional no Congresso, porém, a legenda encolheu. Assim, cogita-se nas altas esferas a fusão com outro partido, possibilidade considerada com atenção – porém, cautela. 

Dari de Oliveira, presidente do Diretório Municipal do partido fez uma avaliação do momento sob a ótica da legenda, e manifestou expectativa positiva. Ele contou que o DEM está avaliando com empenho a possibilidade de união com outro partido. Em consideração mais elevada estão o PTB e PSC. “A meta é aumentar representatividade parlamentar sem ofuscar nossas lideranças. O DEM conta com mais de vinte federais e cinco senadores, sendo portanto uma força política respeitada. Sem os unirmos a um destes partidos que citei podemos chegar a 40 ou 50 cadeiras no Congresso Nacional”, analisa.

Em termos locais, o DEM conta com o deputado estadual que teve mais votos na disputa do dia 5 de outubro, Adelino Folador. Por outro lado, o presidente estadual da sigla, ex-governador (além de ter sido senador, deputado estadual e prefeito de Ji-Paraná) José Bianco não foi bem na disputa para deputado federal. Assim, em Rondônia o partido precisa se reinventar.

 Rachado como muitos grupos políticos da cidade, o Democratas tem parte com Rover – Dari é integrante do primeiro escalão, enquanto o vereador José Garcia é mais próximo de Luizinho Goebel e Ivo Cassol.  Por isso, a situação local diante da campanha municipal está indefinida. “Temos que esperar as decisões em nível nacional, e depois avaliar o contexto regional antes de tomar posicionamento”, declarou Oliveira. No fim, arrematou: “Depois de fevereiro começamos a conversar, mas temos nomes importantes para colocar no cenário”.