Dirigente criticou correligionário "rebelde" que tenta dominar legenda em Vilhena
No final da manhã de ontem, o prefeito Eduardo Japonês (PV) e o presidente do diretório do PDT m Vilhena, Wanderley Schmidt, anunciaram durante visita a redação do FOLHA DO SUL ONLINE, o apoio do partido brizolista à reeleição do mandatário (LEMBRE AQUI).
Mas, como na política nada é definitivo, chegaram a circular rumores dando conta de acontecimentos que poderiam dificultar o acordo entre o PDT e o atual prefeito, que deve tentar o segundo mandato.
Um desses fatos foi levantado por um filiado do próprio PDT que questiona a autoridade do atual presidente, cujo mandato provisório se encerraria ontem, justamente no dia em que foi anunciado o apoio a Eduardo Japonês.
Segundo o presidente Wanderley Schmidt, boatos de que uma nova diretoria do PDT vilhenense seria empossada começaram a circular. “Esse filiado nunca teve participação ativa dentro do PDT, nunca participou de uma reunião, se acha no direito de querer montar uma diretoria agora na hora da política para se favorecer”, disse, sem citar o nome do correligionário rebelde.
Schimidt afirmou que as eleições para escolha de uma nova diretoria não foram realizadas por causa da pandemia de Covid-19, o que, segundo ele, será feito tão logo seja possível. “Para ter validade, é preciso que a eleição tenha ao menos 10% dos filiados. Em Vilhena somos cerca de 1.200 filiados, isso representaria uma reunião com pelo menos 120, algo que não é aconselhável no atual momento sanitário”, disse Schmidt.
De acordo com o dirigente, filiado ao PDT há 35 anos, a chapa presidida por ele e que esteve no comando do diretório municipal até ontem, acaba de ser reconduzida ao cargo, o que também será confirmado, segundo ele, pela direção estadual do partido de forma provisória até que seja possível a realização da eleição partidária. “Estou no PDT desde a sua fundação na região do Cone Sul, sempre defendendo a bandeira da educação e do trabalhismo, com o trabalhador forte e a empresa forte”.
Sobre a possibilidade da deputada estadual Rosângela Donadon, também filiada ao partido, disputar a a Prefeitura de Vilhena, Schmidt afirmou que todo partida deseja uma candidatura majoritária. No entanto, a deputada até agora não manifestou vontade de concorrer a cadeira do Palácio dos Parecis. “Ela se elegeu pelo partido, mas nunca participou de nada referente ao partido. O grupo que forma a nossa nominata, em sua grande maioria, eu diria que 90%, não irá caminhar com ela”, revelou o presidente.
O presidente do PDT em Vilhena foi além: “até agora ela não manifestou interesse em ser candidata; mas, se na época da convenção partidária, ela falar que é candidata, o direito é dela. Ela está no partido. Tem um mandato de deputada. Ela fique a vontade para concorrer. Eu só não posso garantir que esse grupo vá caminhar com ela”, disse Schimidt afirmando que se isso acontecer será o desastre do PDT.
CLIQUE AQUI e veja documento da Justiça Eleitoral reconduzindo a direção do PDT em Vilhena ao comando da sigla na cidade.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Julho de 2020, às 17:13