Atletas e comissão técnica insistem em continuar
O fato ocorrido ontem na Estádio Portal da Amazônia demonstra a situação periclitante na qual se encontra o Vilhena Esporte Clube. Jogadores e comissão técnica compareceram ao estádio para treinar, mas não puderam trabalhar por encontraram os vestiários fechados e nenhum material foi liberado para o treino.
De acordo com o técnico Marcos Birigui, a ordem para suspender os treinos partiu do presidente do clube, José Carlos Dalanhol, que também teria dito que por ele o Vilhena fecharia as portas e sequer terminaria a Série D. “Nós viemos trabalhar e queremos ir até o final, apesar de todas as dificuldades”, disse Birigui que conta com o apoio do reduzido grupo de atletas que permanecem no clube.
Desde o início do ano o clube vem acumulando dívidas, principalmente salariais. E estas folhas em aberto rendeu a debandada de parte do elenco, o que culminou com a derrocada para o Genus na final do Estadual. E causou ainda o bloqueio pela CBF de adição de novos nomes no BID. O que deixou o Vilhena com um elenco mínimo para a disputa da Série D.
Sem qualquer patrocínio, o time que esteve em oito finais estaduais nos último dez anos, conquistando cinco títulos, agoniza. Mas, o que se ouve da comissão técnica e dos jogadores é que eles não pretendem abandonar a competição.
O Vilhena tem ainda três jogos pela primeira fase da quarta divisão do futebol brasileiro. O primeiro contra o Náutico-RR, no dia 30, no Raimundo Ribeiro. Depois em casa contra o Nacional-AM, no dia 06 de setembro. E fecha a participação contra o Remo, em Belém, no dia 13.
Hoje o Vilhena ocupa a terceira colocação seis pontos atrás do segundo colocado Rio Branco-AC, que tem 11 pontos.