Educadora diz que precisou se afastar do trabalho por abalo psicológico
Na manhã desta sexta-feira, 19, a professora Josy Mary da Rocha, que leciona na Escola Municipal Bianca e Leonardo, em Vilhena, veio a redação do FOLHA DO SUL ON LINE para denunciar que está sendo perseguida pela direção da instituição.
Josy contou que tudo começou quando ela e uma colega questionaram, nas redes sociais, a escolha da nova diretora da escola. Isso porque, pelo critério do projeto “Gestão Democrática”, a mais votada pela comunidade escolar deveria ocupar o cargo. A educadora disse ao site que o prefeito Eduardo Japonês (PV) nomeou como diretora a segunda colocada na eleição e, como vice, a terceira mais votada. A preferida pelo eleitorado escolar foi ingnorada.
Após as críticas dela e da amiga no Facebook, contestando as nomeações, a diretora e sua vice nomeadas registraram queixa na polícia, acusando as duas de injúria e difamação. O caso acabou indo parar na justiça e chegou a haver uma tentativa de conciliação, mas tanto Josy quanto a colega recusaram-se a fazer acordo, por entenderem que não havia ofensas. “Apenas exercemos o nosso direito de manifestação”, argumentou.
A partir deste episódio, relata a denunciante, ela passou a sofrer intensa perseguição na escola em que trabalha. Ela e a amiga chegaram a pedir ao secretário de Educação, Clésio Costa, uma intervenção para que os problemas fossem resolvidos, mas ele não se manifestou.
A professora diz que, por causa de um problema de saúde (ela passou mal no trabalho, devido “ao clima tenso no local”), precisou ficar dois dias afastada do trabalho e, neste período, a diretora fez uma reunião a portas fechadas com alguns funcionários e disse que, por causa das ações de Josy Mary, a vice estava doente, e que não retornaria ao colégio se ela (Josy) não fosse afastada.
Depois disso, um relatório com acusações contra a professora denunciante e a amiga dela, foi confeccionado. O documento acusa as duas de uma série de ações que estariam abalando a convivência na instituição.
Depois, 15 servidores da mesma escola colocaram seus nomes num abaixo-assinado para que ela seja transferida. “Estou afastada por três meses, justamente por enfrentar problemas psicológicos causados por esta perseguição. Ainda não respondi se aceito a transferência”, revelou a entrevista.
Para Josy Mary, tudo o que ela vem passando expõe a contradição entre as promessas feita por Clésio, ao assumir o comando da Semed, e as ações do dia-a-dia na rede municipal: “Estou, sim, sendo vítima de perseguição por razões políticas”, finalizou a denunciante, que nunca escondeu sua simpatia pela gestão da prefeita Rosani Donadon (MDB), antecessora de Eduardo Japonês.
O site está à disposição da Semed, caso a entidade queira se manifestar em relação às acusações da servidora.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Outubro de 2018, às 11:16