Realizado há quase uma semana, o desfile cívico de 7 de Setembro, em Vilhena, ainda rende polêmica. O resultado do concurso de “Ordem Unida”, que avaliou o melhor desempenho das escolas durante a parada, não agradou a uma das professoras envolvidas no evento.
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE, Raíde Trovó, coordenadora da escola estadual Wilson Camargo, reclama do julgamento, feito por quatro jurados: um representante da Semed, outro da Seduc, um militar do 3º Batalhão da PM e um oficial do Tiro de Guerra.
De acordo com a educadora, sua escola cumpriu todos os requisitos e não foi sequer classificada entre as três primeiras. Raíde diz que, durante quatro semanas, dois atiradores do Tiro de Guerra treinaram os alunos uma hora e meia por dia.
A professora revela que, ao contrário do Wilson Camargo, a escola que se classificou em primeiro na competição, a Ivete Brustolin, desobedeceu o regulamento. “O critério exigia que o pelotão tivesse de 30 a 60 componentes. Eles tinham 18”, desabafa Raíde.
A educadora diz que as meninas e meninos estão abalados com o “desrespeito” dos organizadores do concurso. Ela diz que ainda não decidiu como agir, mas acha que o mínimo que poderia ser feito é a recontagem dos votos, que foram computados pela representação pela Comissão Julgadora.