Ana Lúcia é uma das sobreviventes do capotamento
O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de entrevistar, com exclusividade, a professora vilhenense Ana Lúcia Gubert (FOTO). Ela é uma das sobreviventes do acidente que, na manhã de hoje, provocou a morte da psicóloga Rosilda Shockness, 42. O capotamento da picape da Seduc, na qual Ana viaja com outros quatro colegas, aconteceu na “Curva da Banana”, a cerca de 30 quilômetros da cidade de Colorado do Oeste.
De acordo com a professora, que era lotada na CRE/SEDUC e morou em Vilhena até 2008, o acidente não foi provocado por negligência ou excesso de velocidade. A servidora disse que a viagem estava tão tranqüila que ela e os companheiros que iam no banco de trás (incluindo Rosilda), aproveitavam para trabalhar. Eles faziam anotações sobre as escolas que concorreriam ao “Prêmio Gestão”, sendo que duas são da cidade de Cerejeiras, para onde o grupo, de Porto Velho, seguia naquele momento.
Ana contou que, na curva, a caminhonete se desestabilizou e, quando parou, após o capotamento, os outros quatro ocupantes perceberam que Rosilda havia sido atirada pela janela. Ao saírem veículo, os servidores, ainda abalados, mas sem lesões, apesar de algumas dores pelo corpo, encontraram a colega ferida, em estado grave, ao lado da pista da BR 435. A vilhenense diz que todos os passageiros, bem como o motorista, identificado apenas como “Josué”, usavam cinto de segurança. “Eu não sei como ela foi atirada para fora, pois, como todas nós, usava o cinto”, conta.
Após o acidente, enquanto, a psicóloga e outros dois sobreviventes seguiam para Colorado, Ana e uma amiga eram trazidas para Vilhena num carro que havia parado no local. Só quando estava no Hospital Regional, a educadora ficou sabendo da morte da amiga na cidade vizinha. Os demais sobreviventes não sofreram ferimentos.
Ao falar da colega, Ana Lúcia se emocionou, ao lembrar que trabalhava com ela desde que chegara à capital. “Era uma grande mulher e excelente profissional. Ajudou a desenvolver vários programas para melhorar a qualidade das escolas estaduais”.