Diretora e supervisora usaram tribuna para reforçar denúncias
Durante a sessão da Câmara de Vilhena nesta terça-feira (01), um grupo de professores e pais de alunos da Escola Municipal Ivete Brustolin, localizada na avenida Paraná, no Parque São Paulo, realizou manifestação pelo descaso da prefeitura com relação às más condições do estabelecimento.
À frente da manifestação, a diretora Fernanda Maura Firmino, e a supervisora Edna Will usaram a tribuna da Casa de Leis para expor a precariedade da escola e o descaso do poder público.
De acordo com as denunciantes, o colégio oferece risco aos profissionais e aos alunos, tendo inclusive laudo do Corpo de Bombeiros que atestam os perigos estruturais do prédio.
Em sua fala, a supervisora exaltou o trabalho dos professores e elogiou os pais pela confiança depositada nos educadores. “Se existe alguém que merece mérito na nossa escola são os professores e os pais que confiam os seus filhos a uma escola que tinha tudo e hoje não tem nada; nossa escola tem professores com vontade de trabalhar e pais que confiam nesses professores. A nossa escola tem 1.005 alunos e apenas um supervisor, ou seja, estudantes de pelo menos um período ficam sem serem assistidos”, pontuou.
As educadoras revelaram que já foram protocoladas inúmeras reivindicações na SEMED e no Conselho Municipal de Educação expondo os problemas da escola e pedindo soluções; mas, apenas a limpeza do estabelecimento foi atendida, e somente esta semana, depois que a imprensa e os vereadores foram postos a par da situação. “O que nós entendemos dessa administração é que ou se faz manifestação ou nada se faz”, disse Edna e continuou: “O que queremos é reforma, porque de remendos a gente está cheio; vamos terminar este ano letivo, mas o de 2016 só começa quando a reforma for feita”, garantiu.
As educadoras também denunciaram a reforma feita este ano no banheiro da escola e que custou R$ 64 mil. “Uma reforma de quatro banheiros custou R$ 64 mil e antes da inauguração da obra as placas de mármore estavam caindo, só não caiu em cima de alunos por que vimos antes. É um absurdo o valor cobrado por essa reforma, e é um absurdo a má qualidade da obra realizada”, disseram.
Ainda de acordo com as palavras das professoras a luta por melhorias na escola irá continuar até que a reformada da escola seja realizada de forma digna. “A gente quer apenas dignidade, a gente quer sair de casa e chegar ao nosso local de trabalho e ter no mínimo a condição de entrar na escola, o que a gente ver são os professores chegarem cabisbaixo, pensando: meu Deus o qual será a telha que vai cair hoje? Será que vai ter água até o final da aula? Não dá para trabalhar assim”, disse.