Célio Batista e Junior Donadon sugeriram a renúncia de Arrigo
 

Professores da rede pública municipal de ensino buscaram junto aos vereadores de Vilhena, na manhã desta terça-feira, 13, auxílio para resolver um problema que deve afetar diretamente aos alunos com idade entre 3 e 4 anos da rede pública municipal de ensino. 
De acordo com a professora Maria de Fátima, na semana passada uma ordem do secretário municipal de Educação, José Carlos Arrigo, e que passa a valer a partir de amanhã, quarta-feira 14, deixará as salas de aulas do pré-3, que atende crianças menores de 4 anos, com apenas uma professor. “Isso é um absurdo, essas crianças precisam de muita atenção, elas ainda são muito dependentes, inclusive para serem acompanhadas durante as necessidades físicas, e quando for preciso acompanhar uma criança até ao banheiro, abandonamos as demais na sala, sem supervisão?”, questiona a educadora.
Diante da demanda atual dos professores, que anunciaram que levarão o caso a Curadoria da Infância e Adolescência do MP, e analisam a hipótese de paralisação, os vereadores incluíram na pauta da sessão desta terça-feira, com pedido de urgência, o requerimento 035/2015, que cobra do secretario municipal de Educação e dos presidentes dos conselhos Municipal de Educação e de Alimentação Escolar, explicações sobre a falta de professores, merenda escolar, materiais pedagógicos e de expediente. “Porque temos denúncia de que falta papel A4 em algumas escolas, e pais já alertaram de que faltou até papel higiênico nas escolas, que o filho fez necessidades físicas e não pode fazer a higiene por que não havia papel”, disse a vereadora Professora Valdete (PPS). 
A convocação do secretário foi aprovada por unanimidade e ele terá que comparecer à Câmara na sessão do dia 20 de outubro. Para vereador Célio Batista (PP) a ida do secretário à Casa é válida pelos esclarecimentos que ele pode dar, mas isso não resolverá a situação de descaso pela qual a educação vilhenense passa. “Entendo que o melhor para a educação do município hoje seria a renúncia do secretário”, disse Batistas, e justificou: “Ele ocupa o cargo apenas por pretensões políticas, não para melhorar a educação municipal”. 
Para o vereador, José Carlos Arrigo não conseguiu administrar bem a Pasta nem quando o município estava em boa situação financeira. E, neste momento, que o município enfrenta uma das piores crises política e financeira, o secretário está perdido e não sabe como agir, segundo o parlamentar.  
O presidente do Legislativo Municipal, vereador Junior Donadon (PMDB), usou a tribuna e, assim como Célio Batista, sugeriu ao secretário Arrigo que entregue seu cargo. “Se não consegue realizar o trabalho, peça para sair, com certeza a educação estará melhor com um técnico à frente”, disse o presidente. Para Donadon, se o prefeito quer bancar um secretário que não consegue realizar um trabalho satisfatório à frente de uma Pasta tão importante quanto a de educação, deve ser responsabilizado pelas ações desse aliado.