Em reunião na tarde de ontem, quinta, 23, no auditório da Prefeitura, trabalhadores estaduais em educação traçaram as ações a serem realizadas durante a greve que, a princípio, dura até o dia primeiro de março, quando a categoria, representada pelo Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia), tem audiência marcada com o Governo.
Um representante da base foi escolhido para acompanhar os representantes do Sintero à capital, para a audiência com o Governo. Na ocasião serão discutidas, novamente, as reivindicações da classe, principalmente reajuste salarial de 15%; o aumento de 100% na gratificação de unidade escolar, auxílio-alimentação no valor de R$ 250; destinação mensal de R$ 500 mil para pagamento da licença-prêmio com critérios a serem definidos pela categoria em assembléia; garantia do pagamento do auxílio-saúde aos aposentados no valor de R$ 150 e reformulação do plano de carreira. “Após a audiência do dia primeiro o Sintero se reunirá para decidir pela continuação ou não da greve,” disse Francisca Diniz, Diretora da Regional Cone Sul do sindicato.
A direção do Sintero alegou que em algumas cidades do Cone Sul, como Cabixi e Pimenteiras, a adesão ao movimento grevista é de 100%. Já em Vilhena, apesar de todas as grandes escolas, como Marechal Rondon, Wilson Camargo e Zilda da Frota Uchoa terem aderido à greve, pelo menos dois estabelecimentos não paralisaram as atividades.
A diretora da Regional Cone Sul disse ainda que, para a eficácia da greve, é necessária a participação de toda a comunidade estudantil. “Fizemos reuniões com os pais para explicar a situação e pedimos mais uma vez que eles não mandem seus filhos à escola nesse período de greve,” disse Francisca Diniz.
Além das reuniões, o sindicato distribuiu uma carta aberta dirigia aos pais, aos estudantes e à população. (VEJA A INTEGRA DA CARTA AMPLIANDO A FOTO ACIMA).
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 24 de Fevereiro de 2012, às 13:10