Liderança política emergente em Vilhena e considerada uma das mais éticas na atividade em todo o Cone Sul, a vereadora Maria José da Farmácia (PDT), acaba de sofrer um revés: terá que exonerar sua principal assessora para não ser denunciada por nepotismo pelo Ministério Público local.
A pedetista, mais votada no pleito de 2012, quando fez sua estreia na política, foi denunciada no MP por empregar a ex-nora, Sílvia Cristina de Oliveira. Na época, ao ser nomeada a pedido da parlamentar, a servidora já não estava mais casada com o filho da pedetista.
A própria Maria José teve o cuidado de fazer consulta ao Tribunal de Contas do Estado a fim de atestar a legalidade da nomeação. O órgão fiscalizador considerou que, tendo acabado o casamento de Sílvia com o filho da vereadora, a prática de nepotismo não se configurava.
Já o do promotor Fernando Franco Assunção, que recebeu a denúncia e investigou o caso, inclusive ouvindo os envolvidos, tem entendimento diferente sobre a situação. Para ele, o nepotismo está caracterizado, uma vez que, mesmo que a servidora já não fosse mais nora de Maria José, persistiam os laços afetivos entre as duas.
O CASO
Embora o próprio MP classifique como “anônima” a denúncia, a própria vereadora aponta o fotógrafo Hernandes Mendonça como autor da acusação.
O FOLHA DO SUL ON LINE chegou a entrevistar Maria José, ao noticiar a abertura da investigação pelo MP. Ela confirmou que a assessora estava separada de seu filho quando foi nomeada. Os dois voltaram a namorar e acabaram reatando a união quando ela já estava na função.
EXONERAÇÃO
Ao confirmar que o caso configura nepotismo, o promotor que apurou a denúncia se negou, no entanto, a abrir processo por improbidade administrativa contra as envolvidas, por entender que não houve má-fé na contratação.
Ao enviar ofício à presidência da Câmara contendo sua decisão, porém, Fernando Assunção pede que a servidora seja dispensada num prazo de 10 dias, sob pena de adotar medidas contra a Casa na justiça.
O FOLHA DO SUL ON LINE vai ouvir, o mais breve possível, a vereadora Maria José, que já havia anunciado quando a denúncia chegou ao seu conhecimento: se houvesse qualquer empecilho à manutenção da assessora em seu gabinete, ela seria exonerada.
Clique nas imagens embaixo da foto de Maria José e leia, na íntegra, o despacho do promotor.