Na noite de ontem, pelo menos três turmas do curso de Letras, ministrado pela Unir em Vilhena, fizeram uma manifestação contra a falta de professores. Trajados de preto e aos gritos de “”queremos professores”, os acadêmicos depositaram caixões e acenderam velas em frente ao campus. As urnas, segundo os organizadores do protesto, significam a morte do curso, caso nenhuma providência seja adotada. Universitários de outros cursos se juntaram à mobilização, que reuniu cerca de 120 pessoas.
Uma das participantes do movimento, Dariete Cruz Gomes Saldanha, 31, do turma 16, 7º período, disse se houvesse pelo menos mais três professores para cobrir as disciplinas de Literatura e Língua Portuguesao curso poderia passar por um “reavivamento”.
A principal crítica dos alunos é ao fato de alguns professores ministrarem apenas duas disciplinas e irem estudar fora, provocando a deficiência. Apesar do barulho, os acadêmicos não foram recebidos pela diretora da instituição, Maria do Socorro Pessoa, que não estava no campus. Os manifestantes ameaçam novo protesto, incluindo passeatas pelas ruas, caso a Unir não regularize o quadro de docentes. Há um ano os alunos fizeram um abaixo-assinado pedindo a contratação de professores.
O pessoal que trabalha na limpeza da Unir reclamou da sujeira deixada pelos alunos após a paralisação. Os corredores da entidade ficaram cheios de farinha jogada no chão e muitos tocos de velas.