Como já foi noticiado ontem por este site, o anúncio do fechamento de uma escola em Cerejeiras causou protestos nas redes sociais. Cidadãos que moram no município usaram o Facebook para tentar reverter a decisão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de encerrar as atividades docentes da escola Jorge Teixeira (FOTO), da rede estadual e que atendia estudantes do 1º ao 5º anos. A instituição de ensino fica na área urbana do município.

A justificativa, também mencionada na reportagem sobre o assunto, é de que faltam professores e alunos o suficiente para manter a escola em funcionamento em Cerejeiras. A coordenadora regional de Ensino, Gisleine Soares, explicou que a decisão, que partiu da Seduc, é uma adaptação à nova condição presente em Cerejeiras.

Esse assunto, embora cause polêmica, parece que vai continuar nas pautas de discussões públicas em Cerejeiras.

O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com educadores, professores e outros técnicos do setor de Educação e todos confirmaram, numa só concordância, que o número de alunos em Cerejeiras está diminuindo.

Segundo a diretora de uma escola, que não será identificada, existem duas razões para o problema. Primeiro, a demografia. “Os casais estão tendo menos filhos”, diz a educadora. A segunda razão é social. “Tem muita gente mudando de Cerejeiras para outros municípios, principalmente os jovens”, explica.

Uma professora, que também pediu anonimato, explica que faltam alunos tanto do Ensino Fundamental quanto do Médio. “Diminuiu o número de jovens e de crianças no município”, diz.

Os dados apontados pelos educadores estão de acordo com os censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o município de Cerejeiras.

Segundo esses dados oficiais, em 2005 havia exatos 900 alunos matriculados somente no Ensino Médio em Cerejeiras. Também em 2005, havia somente uma escola estadual neste nível. Mas, segundo dados de 2012, também do IBGE, o número de alunos do Ensino Médio caiu para 729, mas o município passou a ter duas escolas estaduais que atendem estudantes deste nível escolar.

A conclusão final é que aumentou o número de escolas estaduais de nível médio (de uma para duas) e diminuiu o número de alunos (de 900 para 729) em Cerejeiras.

Diante deste cenário, a alternativa encontrada pelo setor público de Educação tem sido remanejar professores e alunos para outras escolas e fechar aquelas que apresentam número baixo de estudantes frequentadores. E é provável que esta seja a tendência também para o futuro próximo – e também é quase certo que virão mais protestos sociais por aí.