Imagens obtidas em primeira mão pelo site FOLHAMAX, de Mato Grosso, mostram a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, moradora de Cuiabá, e atualmente presa na Penitenciária Feminina Ana Maria Couto May, na companhia do namorado Renildo da Silva Dias, que é um integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O faccionado atua como "conselheiro final". Ela foi presa na operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil do Estado vizinho em julho deste ano (LEMBRE AQUI).


De acordo com o documento obtido pela reportagem do veículo eletrônico cuiabano, Rhavenna e os pais que se apresentavam como pastores evangélicos faziam visitas nas penitenciárias para fazer "orações" com os detentos.


Segundo a apuração policial, a missionária teria utilizado o acesso ao ambiente prisional para repassar informações aos criminosos. Constatou-se que, por meio do grupo de evangelização “Resgatando Vidas”, Rhavenna e sua mãe, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, conseguiam acesso a vários presos, de diferentes raios, abordagem essa que era muito mais eficiente do que tentar se cadastrar como familiar ou companheira de algum segregado.


Deste modo, Rhavenna e sua mãe tinham acesso aos faccionados presos e soltos, podendo levar e trazer informações, além de atender a pedidos dos presos, recebendo e levando itens para o interior do presídio.


Em seu atual relacionamento com Renildo, que é um dos 13 "conselheiros finais" da facção, foram encontradas conversas íntimas, além de presentes recebidos por Rhavenna, que incluíam joias, flores, envio de dinheiro e um carro.


Renildo é integrante do Comando Vermelho na função de “conselheiro final” e ostenta 13 condenações, que somam uma pena de 76 anos e 2 meses de prisão. Atualmente, ele está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).


Em uma conversa, Rhavenna afirma para a irmã Anatany Nina que o poder aquisitivo de Renildo está diretamente ligado à função dele na organização criminosa. Em uma das trocas de mensagens, Rhavenna alega que pediu Renildo em casamento em março deste ano.


Ele deveria deixar a atual esposa para ter um relacionamento com a missionária. Na ocasião, a irmã responde que o tempo não foi perdido, pois ela ganhou um carro. Em uma troca de mensagens, Rhavenna avisa que pegou a chave do veículo.


Os diálogos de Rhavenna revelaram que o seu núcleo familiar é responsável por realizar a lavagem de dinheiro de Renildo, que embora preso há anos, permanece realizando atividades criminais.


Por outro lado, Rhavenna também aparece como namorada de outro principal líder do Comando Vermelho. Trata-se de Jonas Gonçalves, conhecido como Batman. Atualmente, ele está foragido no Estado do Rio de Janeiro. Foi apontado que, no dia da fuga de Batman para o Rio de Janeiro, Rhavenna teve contato com o líder da facção.


Apesar de não ter sido possível constatar quais foram as instruções dadas por ele a Rhavenna, esse contato foi confirmado por ela à sua mãe no dia da fuga.


Em outra fase da investigação, foi descoberto que Rhavenna fazia viagens para o Rio de Janeiro e costumava ostentar carros de luxo do companheiro. Além disso, os pais dela, Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também participavam dos eventos. Nivaldo morreu neste mês em decorrência de complicações de um câncer.


A investigação apontou ainda que Rhavenna tinha ligação com o tesoureiro da facção, Paulo Farias Paelo, o WT. Além dos flertes, a missionária e o tesoureiro "trocavam figurinhas". No mês de agosto do ano passado, WT enviou diversas figurinhas para Rhavenna e ela responde: "kkk tá cheio de figurinha sua, já salvei todas kkkk” e ele conclui “Nossa o povo faz toda hora”.


Em outro diálogo, ele pergunta que dia elas vão ao presídio e pede o PIX de Rhavenna para que ela faça uma compra para ele. Em outubro, Rhavenna pergunta se Paulo precisa que leve algo para o presídio, demonstrando disponibilidade.


No mês de fevereiro, Rhavenna fala com a mãe pedindo para chamar o pai para visitarem o “Sandro Louco”. No dia 10 de abril, Rhavenna pede para a mãe falar ao pai para dividirem as visitas no presídio entre elas, pois precisa falar com Renildo naquela data.


Ao todo, o Ministério Público denunciou Rhavenna, Renildo, Orminda, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida pelos crimes de lavagem de dinheiro e, os três primeiros, por organização criminosa.