Aeronáutica deve destacar equipe para investigar acidente

O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou na manhã deste sábado, 31, um dos técnicos que estiveram no local onde, horas antes, a queda de um ultraleve havia provocado a morte do professor vilhenense Jacson Skiavine, o “Bizu”. Pedindo para ter sua identidade preservada, o profissional revelou em que condições encontrou o corpo do piloto.
Ao contrário do que muita gente andou divulgando em grupos do WhatsApp e nas redes sociais, o corpo do educador não estava carbonizado, embora o aparelho usado por ele tenha realmente sido incendiado.
Skiavini sofreu morte instantânea na queda. Com a violência do impacto do ultraleve no chão, o piloto quebrou o pescoço, sofreu fratura exposta  nos braços e teve uma das pernas dilacerada. A queimadura que sofreu foi apenas nas costas, a parte do corpo que estava próximo ao tanque de combustível do aparelho.
Pessoas ouvidas pela reportagem disseram que, em virtude do vento, Bombeiros que atuam no aeroporto Brigadeiro Camarão teriam aconselhado o professor a desistir do voo. Aliás, como não existem indícios de falha mecânica na aeronave, uma rajada lateral, que desequilibrou o equipamento no ar, é apontada como a provável causa do acidente.
Embora também em redes sociais algumas pessoas comentem que o ultraleve foi montado pelo próprio Jacson, que adquiriu as peças em outros Estados, esta informação não foi confirmada.
Uma equipe de especialistas da Aeronáutica deve ser deslocada de Manaus (AM) para investigar as causas do episódio.