Caso que mobilizou a polícia aconteceu no bairro Assossete
 
Na noite de ontem, uma guarnição da Polícia Militar compareceu ao bairro Assossete, em Vilhena, ao receber a informação de que no local havia sido consumado um estupro de vulnerável. A mãe da adolescente de 13 anos que teria sido a vítima da violência sexual então contou aos militares o que tinha acontecido.
 
Segundo a mulher, por volta das 2:45h, ela percebeu que a filha estava com um aparelho celular, mas como a estudante não tinha mais aquele tipo de equipamento, quis saber a procedência. A menina disse que havia ganhado de presente das amigas, mas a mãe desconfiou dessa versão e usou o cabo do carregador para bater nela e fazê-la contar a verdade.
 
Foi aí que a adolescente admitiu que havia recebido o celular de um garoto de 18 anos para fazer sexo com ele. Também revelou que estava ficando com o rapaz desde a sexta-feira, 20. No início da tarde daquela data, o jovem pulou o muro da residência e os dois fizeram sexo na casa, onde a irmã da menor, uma criança de apenas 04 anos, estava dormindo. Também disse que o parceiro sabia que ela tinha 13 anos.
 
Antes de acionar a PM, a mulher estava chegando em casa com a filha, por volta das 20:00h, quando encontrou o rapaz que havia dado o celular sentado em frente a residência. Quando a menina confirmou a identidade dele, a mãe chamou um sargento que é seu vizinho e ele mobilizou a guarnição.
 
O acusado admitiu ter dado o celular de presente e assumiu a relação sexual, mas argumentou que havia sido enganado, pois a menina disse que tinha 15 anos de idade, e ele foi à sua casa justamente para “resolver o BO”.
 
Diante da situação, os policiais conduziram todos os envolvidos à Unisp, onde a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável. Isso porque, pela legislação brasileira, manter relações sexuais com menores de 14 anos de idade, mesmo quando o ato é consentida, configura crime previsto no Código Penal.