Defesa disse que irá recorrer de “pena muito elevada”

 

O Jovem Wesley Vieira Gonçalves, de 25 anos, que confessou ter matado Maikon Douglas Alves dos Santos, a golpes de canivete, quando ele tinha 19 anos, foi julgado na manhã desta segunda-feira, 20, e condenado a 6 anos e 8 meses de prisão.

 

O crime que levou Wesley ao banco dos réus aconteceu na madrugada do dia 04 de maio deste ano, no Parque Industrial Novo Tempo, em Vilhena. Preso em flagrante minutos depois do crime, ainda com a camisa manchada pelo sangue da vítima, Wesley confessou o assassinato.

 

Se nenhuma dúvida restou sobre materialidade e autoria, o mesmo não aconteceu sobre os motivos que levaram o réu a desferir uma série de golpes de canivete na vítima. Entre as versões, a de que a vítima teria assediado uma garota de 12 anos, que seria namorada do réu. Outra versão traz a informação de que a vítima teria ameaçado parentes do réu.

 

O Ministério Público, representado pelo promotor João Paulo Lopes, após contextualizar os fatos, pediu aos jurados o decote da qualificadora de motivo torpe, solicitando assim a condenação por homicídio simples.

 

Já a defesa, feita pelo defensor Público George Barreto Filho, trouxe a tese de homicídio privilegiado. Barreto Filho entendeu que o réu agiu sob domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima, que proferia ameaças.

 

Os jurados acataram a tese defensiva, o condenando o réu por homicídio privilegiado. A juíza presidente do tribunal do júri, Liliane Pegoraro Bilharva, dosou a pena em 9 anos de prisão e,  após a aplicação da atenuante da confissão e da redução pelo privilégio, fixou a condenação em 6 anos e 8 meses no regime inicial semi-aberto.

 

O defensor público achou exagerada a pena para um homicídio privilegiado e já adiantou que irá recorrer da dosimetria.