Eduardo Japonês diz que mudanças no primeiro escalão serão tratadas “no momento certo”
Ao lado de sua vice, a assistente social Patrícia da Glória, o prefeito reeleito de Vilhena, Eduardo Japonês visitou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta segunda-feira, 16, logo após realizar sua “carreata da vitória”. Ambos foram eleitos pelo PV.
Ao comentar a vitória sobre a ex-prefeita Rosani Donadon (PSC), Japonês adotou um tom conciliador: “a campanha acabou. Agora, todos nós temos a responsabilidade de desarmar os palanques e lutar juntos por uma cidade melhor para todos”.
Eduardo disse que, neste segundo mandato, irá verificar o que pode ser melhorado e corrigir eventuais falhas da gestão anterior, que ele exerceu pela metade, já que assumiu o cargo em 2018, após vencer a eleição suplementar daquele ano.
O prefeito admitiu ter adotado “medidas impopulares”, mas avalia que a sociedade vilhenense já compreendeu que elas eram necessárias. “Até nós mesmos fomos afetados por estas ações, mas elas precisavam ser colocadas em prática”.
Japonês também acredita que os servidores perceberam que a gestão de recursos em seu governo é feita com rigor, e isso terá reflexos, com a categoria desenvolvendo de forma até mais eficiente o seu trabalho.
Quanto ao resultado da eleição para a Câmara, o mandatário se disse “muito feliz” com os novos vereadores escolhidos e antecipou que irá trabalhar em parceria com eles. Também dirigiu um agradecimento aos eleitores que o escolheram e tranquilizou os que votaram contra, prometendo trabalhar para todos.
Sobre mudanças em seu primeiro escalão, Eduardo não descartou a mexida, mas disse que isso será analisado com calma. “Amanhã estou indo para Brasília em busca de recursos para o município. Questões administrativas serão tratadas no momento certo”.
Ao explicar seu posicionamento ideológico, que chegou a ser combatido na campanha, concorrendo pelo PV, um partido que, segundo um panfleto virtual que foi distribuído através do WhatsApp, classificava a agremiação como "de esquerda", Japonês esclareceu: “não sou de direita ou de esquerda. Sou de centro. Serei o prefeito da família Vilhenense, prefeito do evangélico, do católico e dos que não professam qualquer credo religioso”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 16 de Novembro de 2020, às 17:08