Estiveram na redação do FOLHA DOSUL ON LINE, na manhã desta quarta-feira, 25, as vereadoras Maria José (PDT) e Professora Valdete (PPS), que haviam acabado de participar de uma reunião do Conselho Escolar do colégio Castelo Branco, no bairro Vila Operária, em Vilhena.

As parlamentares se disseram indignadas com andamento de uma obra de reforma e ampliação no estabelecimento de ensino, que se arrasta há três anos, desde 2012. O serviço, que deveria já estar concluído, é anunciado numa placa fixada no próprio colégio pelo preço de R$ 316 mil.

Pertencente à rede municipal, a Castelo Branco chegou a ser interditada pelo Ministério Público em 2013, porque os entulhos e materiais deixados no local expunham os alunos a risco. Os estudantes foram remanejados com o compromisso de que a obra seria concluída no primeiro semestre de 2014.

Naquele ano, como nada do que foi combinado aconteceu, os membros do Conselho Escolar se reuniram com um representante legal do secretário de Educação, José Carlos Arrigo e as duas vereadoras. Novamente, as promessas foram descumpridas.

Hoje, ao tomar conhecimento da situação, Valdete e Maria José anunciaram: vão levar o caso ao Ministério Público Federal. Mesmo que a escola seja concluída no novo prazo estipulado (28 de março), elas querem saber quanto efetivamente foi gasto na obra.

As vereadoras pretendem solicitar formalmente o processo de contratação da empreiteira que executa a obra. Acham que o MPF tem condições de detectar eventuais ilegalidades.

 “Ninguém consegue entender tamanho atraso, já que foi feita apenas ampliação e reforma. O valor estipulado no contrato deveria ser suficiente para garantir um serviço bem feito e no prazo”, desabafa Valdete.