Três alunos do curso noturno da Escola Zilda da Frota Uchoa, em Vilhena, um deles menor de idade, foram conduzidos na madrugada de hoje até a 1ª Delegacia de Polícia Civil. Eles foram detidos por volta das 22h, no pátio do colégio, depois que a diretora, Fátima Bodanese, chamou a PM para conter os alunos na segunda noite de tumulto esta semana.

Os alunos estão revoltados porque, embora o horário oficial seja entre 19h00 e 22h30, Fátima mandou trancar os portões até as 22h45, proibindo a saída de qualquer estudante.

Ela ordenou aos policiais que apreendessem um caderno, de propriedade da aluna Juliana Padilha de Almeida, no qual J.E.S.F., 17 anos, estaria colhendo assinaturas para um abaixo-assinado para exigir sua demissão junto à Seduc depois que foi baixada uma determinação de que, a partir da última segunda-feira, o horário das aulas seria estendido por mais 15 minutos no fim do turno, para compensar os dias parados na greve e evitar a reposição de aulas no fim de semana.

O aluno nega. Diz que o abaixo-assinado era para que seus colegas se solidarizassem com ele, rechaçando a acusação de que ele teria sido o líder do tumulto de quarta-feira.

A segunda testemunha, Jessica Jesus de Araújo, declarou que assinou o caderno, mas nele não havia cabeçalho indicando qual seria sua finalidade. A diretora da escola não foi ouvida pelos policiais que confeccionaram o BO.

 

Leia na edição impressa da FOLHA DO SUL que circula neste sábado reportagem completa sobre o caso, que vem mobilizando a comunidade desde o início da semana.