Site revelou indícios de fraudes em Vilhena
Uma reportagem publicada pelo FOLHA DO SUL ON LINE provocou, no mês passado, uma reunião entre a secretária de Estado da Educação de Rondônia, Fátima Gavioli, e coordenadores de ensino para discutir um problema grave no setor: a indústria de atestados.
Após a veiculação da denúncia, o MP local começou a apurar as suspeitas de fraude, fazendo com que muita gente que havia deixado de trabalhar alegando doença, voltasse ao batente.
A segunda providência motivada pela reportagem foi o evento realizado em Porto Velho, com os chefes das representações de ensino de todo o Estado, e que também contou com a presença de representantes do Ministério Público estadual.
Ao debater o tema, a secretária demonstrou preocupação com a situação, já que os atestados médicos indiscriminados vêm provocando severos prejuízos à educação estadual.
Uma vilhenense que acompanhou o debate lembrou que, no Cone Sul, há casos de pediatra que fornecem atestados de até 90 dias para professores que dizem estar enfrentando quadro de depressão.
A Seduc chegou a levantar a possibilidade de instituir uma junta médica paralela para chegar os laudos médicos, que permitem aos professores se ausentarem por vários meses das salas de aula, sobrecarregando os colegas que não apresentam nenhum tipo de doença.
BATE-REBATE VIRTUAL
A própria titular da Seduc postou em seu perfil no Facebook, alguns tópicos da reunião e a discussão esquentou. Um professor chegou a questionar se a categoria “não podia mais ficar doente”, ao que Fátima rebateu colocando no ar o link da reportagem produzida por este site. A secretária argumentou que não discute os atestados e sim a veracidade deles.