A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, que aconteceu na tarde do domingo, criou clima de mistério acerca da anunciada posse do ex-deputado estadual Ezequiel Neiva na Casa. Isso se deve ao fato do deputado José Clemente “Lebrão” (PTN), que conforme acordo firmado no ano passado com o governador Confúcio Moura (PMDB) e o cerejeirense seria convocado para a direção do DER abrindo vaga para Neiva, ter sido eleito primeiro-secretário do Legislativo. O cargo é considerado o segundo mais importante da ALE, e poucos entendem porque Lebrão foi escolhido para a composição, sendo que supostamente se afasta do mandato nesta quarta-feira 04.

A situação gerou uma série de rumores e especulações, e até mesmo deixou jornalistas e funcionários da Assembleia confusos quanto ao que acontece na Mesa Diretora caso Lebrão se licencie do mandato. A FOLHA DO SU ON LINE tentou, na segunda-feira, entrar em contato com Neiva e Lebrão na capital, mas não teve sucesso. O primeiro estava com celular desligado, enquanto o segundo-secretário não abriu o gabinete, ao contrário dos outros 23 deputados que naquele dia estavam nas dependências da Casa. A informação é que teria viajado para o interior.

Aliados de Ezequiel que foram abordados pela reportagem na capital mostraram certa insegurança, e também estão sem saber se a atitude de Lebrão foi demonstrar prestígio ao governador e consolidar seu ingresso no DER, ou se houve alguma mudança de planos. Já com relação à Mesa Diretora, o FOLHA DO SUL ON LINE apurou que, em caso de vacância da primeira-secretaria em virtude do afastamento do eleito para a função,  duas possibilidades são cogitadas: se Lebrão renunciar ao cargo na direção haverá outra eleição apenas para ocupar sua vaga; e se não fizer isso, o segundo-secretário responderá pelas duas posições da hierarquia da Mesa.