Com outra companheira de chapa, Eduardo Japonês foi reeleito
 
Desde o início do ano, a vice-prefeita de Vilhena, Maria José (PSDB) não põe os pés na prefeitura. O gabinete que ela dividia no paço municipal com a Secretaria de Indústria e Comércio, passou a ser ocupado integralmente pela Pasta.
 
Vereadora mais votada em 2012, a comerciante pioneira apoiou a candidatura de Rosani Donadon, então no MDB, em 2016. No pleito suplementar, em 2018, ajudou a derrotá-la como vice de Eduardo Japonês (PV), que havia perdido a disputa anterior.
 
Rompida com o companheiro de chapa este ano, foi preterida como vice e abraçou a candidatura do Coronel Rildo Flores (Podemos), para quem foi às ruas pedir votos. O militar acabou a disputa em terceiro, mas fez uma boa votação, o que pode viabilizar sua candidatura a deputado estadual em 2022. Japonês se reelegeu ao lado de Patrícia da Glória (PV), que era secretária de Assistência Social em sua administração.
 
Os motivos para que Maria e Eduardo tenham se tornado inimigos políticos não ficaram muito claros até agora. Do lado dela, a acusação é de que Japonês teria ignorado sua importância e até vetado a participação dela em ações da prefeitura, principalmente na área da Saúde.
 
Já pessoas próximas ao prefeito dizem que o desentendimento se deu quando Maria José insistiu em manter portariados cujo desempenho o prefeito considerava muito ruim para o serviço público municipal.
 
De qualquer forma, os dois devem encerrar o atual mandato para o qual foram eleitos há dois anos sem conversar um com o outro.